Alfredo J. Rodrigues
Definir religião não é considerado uma tarefa simples por muitos estudiosos, tanto quanto definir o que vem a ser “conhecimento científico”. W. Richard Comstock, um estudioso da Religião, iniciou um dos seus artigos (1) da seguinte maneira: “A famosa observação de Agostinho sobre o tempo se aplica com igual força à religião; se não pergutam, nós sabemos o que é, mas se perguntam, nós não sabemos. No tocante ao Espiritismo ser ou não uma Religião, assunto que tem preocupado não poucos espíritas, creio que tudo depende do que se considera ser Religião". O dicionário (2) nos apresenta muitas acepções para a palavra religião, algumas claramente baseadas nos aspectos inerentes às religiões ocidentais dominantes, provavelmente a causa da contrariedade de muitos Espíritas frente a esse aspecto da Doutrina, sobretudo no tocante à liturgia. Muitos se apegam ao fato de Allan Kardec ter escrito que (3) “O espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações”, e não ter incluído a palavra religião. Todavia, há outras conceituações sobre Religião que podem deixar tais Espíritas menos inquietos. O capítulo sobre a definição de religião em um livro acerca da Filosofia da Religião (4) traz em seu caput um fragmento da poesia de Jalalu’l-Din Rumi, poeta Persa (1207-1273): “Esvazie o frasco de seus desejos de modo que você não caia em desgraça. Pare de procurar algo lá fora e começe a olhar para dentro”. Logo adiante o autor aquiescendo escreve: “A religião genuína é fundamentalmente a procura pelo significado além do materialismo”. Emmanuel (5) nos ensina de forma simples e direta que “A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador”, portanto algo de dentro de nós. O atual Dalai Lama teria dito a Leonard Boff (6): “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor. Aquilo que te faz mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável”.
Pelo exposto até aqui é impossível negar que o Espiritismo se enquadra perfeitamente na categoria de Religião, segundo várias conceituações acerca do assunto. Afinal, toda a codificação realizada por Allan Kardec esta repleta de exortações para que nos liguemos, aproximemos, e nos harmonizemos com o Criador, para que nos conheçamos, e para que encontremos o “Reino de Deus” em nós e não lá fora, pois a doutrina dos Espíritos foi concebida para que nos tornemos melhores. Provavelmente muitos se esquecem, ou talvez nem tenham lido, o que a Espiritualidade nos adverte em “O Livro dos Médiuns” (7): “Não esqueçais que o fim essencial, exclusivo, do Espiritismo é a vossa melhora e que, para o alcançardes, é que os Espíritos têm a permissão de vos iniciarem na vida futura...” e de que há uma obra da Codificação intitulada “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
(Extraído da edição nº 303, da Verdade e Luz. Abril/2011 - Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br)
Fonte: Diário de Cuiabá
Definir religião não é considerado uma tarefa simples por muitos estudiosos, tanto quanto definir o que vem a ser “conhecimento científico”. W. Richard Comstock, um estudioso da Religião, iniciou um dos seus artigos (1) da seguinte maneira: “A famosa observação de Agostinho sobre o tempo se aplica com igual força à religião; se não pergutam, nós sabemos o que é, mas se perguntam, nós não sabemos. No tocante ao Espiritismo ser ou não uma Religião, assunto que tem preocupado não poucos espíritas, creio que tudo depende do que se considera ser Religião". O dicionário (2) nos apresenta muitas acepções para a palavra religião, algumas claramente baseadas nos aspectos inerentes às religiões ocidentais dominantes, provavelmente a causa da contrariedade de muitos Espíritas frente a esse aspecto da Doutrina, sobretudo no tocante à liturgia. Muitos se apegam ao fato de Allan Kardec ter escrito que (3) “O espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações”, e não ter incluído a palavra religião. Todavia, há outras conceituações sobre Religião que podem deixar tais Espíritas menos inquietos. O capítulo sobre a definição de religião em um livro acerca da Filosofia da Religião (4) traz em seu caput um fragmento da poesia de Jalalu’l-Din Rumi, poeta Persa (1207-1273): “Esvazie o frasco de seus desejos de modo que você não caia em desgraça. Pare de procurar algo lá fora e começe a olhar para dentro”. Logo adiante o autor aquiescendo escreve: “A religião genuína é fundamentalmente a procura pelo significado além do materialismo”. Emmanuel (5) nos ensina de forma simples e direta que “A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador”, portanto algo de dentro de nós. O atual Dalai Lama teria dito a Leonard Boff (6): “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor. Aquilo que te faz mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável”.
Pelo exposto até aqui é impossível negar que o Espiritismo se enquadra perfeitamente na categoria de Religião, segundo várias conceituações acerca do assunto. Afinal, toda a codificação realizada por Allan Kardec esta repleta de exortações para que nos liguemos, aproximemos, e nos harmonizemos com o Criador, para que nos conheçamos, e para que encontremos o “Reino de Deus” em nós e não lá fora, pois a doutrina dos Espíritos foi concebida para que nos tornemos melhores. Provavelmente muitos se esquecem, ou talvez nem tenham lido, o que a Espiritualidade nos adverte em “O Livro dos Médiuns” (7): “Não esqueçais que o fim essencial, exclusivo, do Espiritismo é a vossa melhora e que, para o alcançardes, é que os Espíritos têm a permissão de vos iniciarem na vida futura...” e de que há uma obra da Codificação intitulada “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
(Extraído da edição nº 303, da Verdade e Luz. Abril/2011 - Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br)
Fonte: Diário de Cuiabá
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