Atores, autores e médiuns avisam que a quantidade de produções sobre o mundo espiritual não é coincidência
Rio - Para quem não acredita em coincidências, as impressionantes cenas de enchente que abriram ‘Escrito nas Estrelas’ podem ser um sinal: a temática espírita não está tomando os meios de comunicação para brincadeira. A boa audiência da novela (o primeiro capítulo teve 26 pontos no Ibope; um a mais que a estreia anterior do horário), e os recordes alcançados pelo filme ‘Chico Xavier’ (foram mais de 1,3 milhão de espectadores em dez dias de exibição) são uma amostra das muitas mensagens que ainda serão enviadas pelo lado de lá.
Até o fim do ano, várias produções sobre o assunto estarão no cinema: ‘Nosso Lar’, de Wagner Assis, previsto para 3 de setembro; ‘E a Vida Continua’, dirigido por Paulo Figueiredo; o documentário ‘As Cartas’, de Cristiana Grumbach, e ‘As Mães de Chico’, sobre mulheres que perderam filhos e receberam mensagens deles. O seriado ‘A Cura’, de João Emanuel Carneiro, sobre médium capaz de curar pessoas, deverá entrar no ar na Globo no próximo semestre.
Estudiosos do espiritismo afirmam que, na formação desta lista, o acaso está fora de cogitação. “Não é à toa. No estágio atual da humanidade, há, sim, um planejamento espiritual de utilizar os meios de comunicação em massa para passar mensagens diretas à população”, diz o ator Carlos Vereza, que vive o espírito de luz Athael em ‘Escrito nas Estrelas’ e foi protagonista de ‘Bezerra de Menezes — O Diário de um Espírito’.
Elizabeth Jhin, autora da trama das seis, é mais incrédula, mas reconhece a importância de sua função. “Escrevi a cena de enchente há mais de um ano, queria mostrar a importância da solidariedade das pessoas diante de uma tragédia. O aspecto positivo do drama”, diz ela, contando mais: “Não sou espírita, mas eles me falam muito sobre um momento conturbado que o mundo vai viver, para que haja mudanças de valores. Se eu estiver contribuindo nesta missão, fico muito feliz e honrada”.
Para a doutrina espírita, as ajudas são muito bem-vindas. Cléia Gonçalves, coordenadora da Sociedade Espírita Ramatis, na Tijuca, explica: “O espiritismo traz o entendimento das perdas e incentiva a caridade e o amor. Essas produções falando do tema alcançam esta missão”, diz ela, que vai além: “Quando os envolvidos, direção, atores e produção, entram nesta energia, é possível que sintam ou até vejam os amigos espirituais”.
Matéria publicada hoje (19/04/10) na página O Dia Online.
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