Relendo o livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", psicografado por Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, revi um trecho que muito me fez pensar no momento em que estamos vivendo e nas dúvidas que pairam na mente dos brasileiros em meio às Eleições. Gostaria de dividir com meus irmãos essas palavras que me motivam a votar daqui a poucas horas. Trata-se de um diálogo entre o Cristo e Helil, após retornar ao mundo espiritual.
"Henrique de Sagres, o antigo mensageiro do Divino Mestre, rejubila-se com as bênçãos recebidas do céu. Mas, de alma alarmada pelas emoções mais carinhosas e mais doces, confia ao Senhor as suas vacilações e os seus receios:
- Mestre - diz ele - graças ao vosso coração misericordioso, a terra do Evangelho florescerá agora para o mundo inteiro. Dai-nos a vossa benção para que possamos velar pela sua tranquilidade, no seio da pirataria de todos os séculos. Temo, Senhor, que as nações ambiciosas matem as nossas esperanças, invalidando as suas possibilidades e destruindo os seus tesouros...
Jesus, porém, confiante, por sua vez, na proteção de seu Pai, não hesita em dizer com a certeza e a alegria que traz em si:
- Helil, afasta essas preocupações e receios inúteis. A região do Cruzeiro, onde se realizará a epopeia do meu Evangelho, estará, antes de tudo, ligada eternamente ao meu coração. As injunções políticas terão nela atividades secundárias, porque, acima de todas as coisas, em seu solo santificado e exuberante estará o sinal da fraternidade universal, unindo todos os espíritos. Sobre a volumosa extensão pairará constantemente o signo da minha assistência compassiva e a mão prestigiosa e potentíssima de Deus pousará sobre a terra de minha cruz, com infinita misericórdia. As potências imperialistas da Terra esbarrarão sempre nas suas claridades divinas e nas suas ciclópicas realizações. Antes de o estar ao dos homens, é ao meu coração que ela se encontra ligada para sempre." (p.32 e 33)
E sobre a responsabilidade dos candidatos, pensemos primeiro em fazer a nossa parte, pois como Ismael comenta sobre a equivocada decisão de Marques de Pombal - chefe supremo do governo de D. José I - ao expulsar os jesuítas do Brasil, refletindo este ato largamente na vida do país:
"Quanto aos políticos, esses têm uma órbita de ação que não lhes é possível ultrapassar; o tempo e a experiência, com a dor, eterna aliada de ambos, ensinarão às suas consciências a lei de fraternidade e de amor, que esqueceram nos dias do fastígio e da glória efêmera sobre a face do mundo. Oremos por eles e que Jesus, na sua bondade infinita, nos acolha os corações sob o manto da sua misericórdia." (p.114)
Indico a leitura desta maravilhosa obra que me faz lembrar a grande oportunidade que foi ter reencarnado aqui e ser brasileiro. Pensemos nisso! Bom voto!

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