PARA VOCÊ JULGAR: DE QUEM FOI A MAIOR CULPA
Conversando no ônibus, Dona Dulce e sua amiga Cecília, não perceberam que Dona Lequinha sentara-se bem perto e estava de ouvido atento ao que diziam as duas amigas. A conversa girava em torno de Dionísio, o gato de estimação de Dona Dulce. No entanto, Dona Lequinha entendeu que elas estavam falando era de outro homem na vida de Dona Dulce. E o mal-entendido aumentou, quando um rapaz, ao descer, disse a Dona Dulce: - "Vá tranquila, amanhã telefonarei".
Ao chegar em casa, Lequinha começou a falar com o marido: "Você não sabe o que vi hoje. Dona Dulce, que sempre nos pareceu uma santa, está de aventuras". E foi por aí. O marido de Lequinha, como era colega de trabalho de Júlio na oficina, esposo de Dona Dulce, procurou-o pela manhã e em tom sigiloso comentou tudo o que sua mulher teria visto no ônibus, no dia anterior.
Júlio escutou a denúncia, e foi para casa mais cedo. No fundo, ansiava por um entendimento com a esposa, aconselhá-la, saber o que havia de certo. Chegando em casa ouviu Dona Dulce que falava ao telefone. "Ah! Sim!"..., "Não há problema", "Hoje mesmo". "Às três horas..." "Meu marido não pode saber...". Depois das três da tarde, Júlio entrou no lar. Entreabriu devagarinho a porta do quarto e viu um rapaz em mangas de camisa, inclinado sobre o leito. De imaginação envenenada, concebeu a pior interpretação, e no galpão dos fundos da casa infelizmente enforcou-se.
Só então, no velório, ao choro de Dona Dulce, a fofoca foi totalmente esclarecida. Dionísio era apenas o belo gatinho angorá que ela criava; o moço do ônibus que ficou de telefonar era o veterinário que tratava do gato doente; o telefonema que Júlio ouvira às três horas era sobre a encomenda que Dona Dulce fizera de um colchão de molas para fazer uma surpresa ao marido; e o rapaz que estava no quarto era exatamente o empregado da casa de móveis.
Dona Lequinha, diante do suicida no caixão, comentou com a amiga a seu lado: "Que homem precipitado... morrer por uma bobagem! A gente fala certas coisas, só por falar!..." Envie seu e-mail para gerson@radioriodejaneiro.am.br dizendo quem foi o maior culpado nesta história. Extraído de Ideias e Ilustrações, pelo Espírito Irmão X, através de Chico Xavier. Disponível na Livraria do CEERJ, Tel: 2224-1553.
Gerson Simões Monteiro é vice-presidente da Fundação Cristã-Espírita C. Paulo de Tarso (Funtarso)
Extraído do Blog Religião e Fé, publicado em 16/01/11 no Extra Online.
Conversando no ônibus, Dona Dulce e sua amiga Cecília, não perceberam que Dona Lequinha sentara-se bem perto e estava de ouvido atento ao que diziam as duas amigas. A conversa girava em torno de Dionísio, o gato de estimação de Dona Dulce. No entanto, Dona Lequinha entendeu que elas estavam falando era de outro homem na vida de Dona Dulce. E o mal-entendido aumentou, quando um rapaz, ao descer, disse a Dona Dulce: - "Vá tranquila, amanhã telefonarei".
Ao chegar em casa, Lequinha começou a falar com o marido: "Você não sabe o que vi hoje. Dona Dulce, que sempre nos pareceu uma santa, está de aventuras". E foi por aí. O marido de Lequinha, como era colega de trabalho de Júlio na oficina, esposo de Dona Dulce, procurou-o pela manhã e em tom sigiloso comentou tudo o que sua mulher teria visto no ônibus, no dia anterior.
Júlio escutou a denúncia, e foi para casa mais cedo. No fundo, ansiava por um entendimento com a esposa, aconselhá-la, saber o que havia de certo. Chegando em casa ouviu Dona Dulce que falava ao telefone. "Ah! Sim!"..., "Não há problema", "Hoje mesmo". "Às três horas..." "Meu marido não pode saber...". Depois das três da tarde, Júlio entrou no lar. Entreabriu devagarinho a porta do quarto e viu um rapaz em mangas de camisa, inclinado sobre o leito. De imaginação envenenada, concebeu a pior interpretação, e no galpão dos fundos da casa infelizmente enforcou-se.
Só então, no velório, ao choro de Dona Dulce, a fofoca foi totalmente esclarecida. Dionísio era apenas o belo gatinho angorá que ela criava; o moço do ônibus que ficou de telefonar era o veterinário que tratava do gato doente; o telefonema que Júlio ouvira às três horas era sobre a encomenda que Dona Dulce fizera de um colchão de molas para fazer uma surpresa ao marido; e o rapaz que estava no quarto era exatamente o empregado da casa de móveis.
Dona Lequinha, diante do suicida no caixão, comentou com a amiga a seu lado: "Que homem precipitado... morrer por uma bobagem! A gente fala certas coisas, só por falar!..." Envie seu e-mail para gerson@radioriodejaneiro.am.br dizendo quem foi o maior culpado nesta história. Extraído de Ideias e Ilustrações, pelo Espírito Irmão X, através de Chico Xavier. Disponível na Livraria do CEERJ, Tel: 2224-1553.
Gerson Simões Monteiro é vice-presidente da Fundação Cristã-Espírita C. Paulo de Tarso (Funtarso)
Extraído do Blog Religião e Fé, publicado em 16/01/11 no Extra Online.
Nenhum comentário:
Postar um comentário